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12 de abril de 2017 | MENOR | MAIOR | |

Botelho nega “patrolamento” do Governo, mas cobra rapidez.

Votação de relatório da CPI na Assembleia pode "travar" acordo pela retomada da obra do VLT
Botelho nega “patrolamento” do Governo, mas cobra rapidez.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (PSB), negou que haja uma tentativa por parte do Governo do Estado de “patrolar” o Legislativo, no que diz respeito à efetivação do acordo para a retomada do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). 

O Executivo fechou um entendimento com o consórcio responsável pela obra, para conclusão do modal ao custo de R$ 922 milhões. No entanto, desde o ano passado, a AL vem adiando a votação do relatório da CPI das Obras da Copa, que pode “dificultar” a efetivação do acordo. 

Isto porque a CPI pediu o indiciamento do Consórcio VLT e apontou, por exemplo, que houve superfaturamento de R$ 315 milhões na obra. O presidente da CPI, deputado Oscar Bezerra (PSB), aponta uma tentativa do Governo em dar continuidade à obra, ignorando os apontamentos, segundo ele, graves, feitos pela comissão.

A polêmica ficou evidenciada na última segunda-feira (10), diante da confirmação de que o secretário de Estado de Cidades, Wilson Santos (PSDB), vai retomar seu mandato como deputado, na tentativa de convencer os colegas da importância da retomada do VLT. 

“Essa discussão faz parte de um Governo em que está se discutindo muito suas propostas. [O Governo] não está patrolando. Essa conversa é mais uma prova de que o Governo não está patrolando nada”, disse Botelho, em entrevista à Rádio Capital, na manhã desta terça-feira (11). 

O presidente afirmou, inclusive, que partiu dele a decisão de “segurar” a votação do relatório da CPI e afirmou que o governador Pedro Taques (PSDB) nunca interferiu no assunto. 

“O governador nunca me pediu para não votar esse relatório. Nunca. Foi um entendimento meu”, disse. 

Botelho justificou que a medida ocorreu por ele entender que a CPI poderia reavaliar o relatório, especialmente em relação ao pedido de paralisação da obra. 

“O relatório faz a recomendação para paralisar a obra, penalizar a empresa, recomenda que o Governo não coloque mais dinheiro. São várias recomendações que a CPI fez. Devolvi para comissão para eles reavaliarem essa questão da continuidade da obra, uma vez que já se gastou muito dinheiro, uma vez que a população da Grande Cuiabá sonha com essa obra”, disse.

“Mas a CPI é soberana, não tenho autoridade para mudar nada. O relatório só vai ser modificado se houver entendimento entre todos deputados da CPI. Eu, enquanto presidente da AL, não mudo nada. Posso sugerir, mas quem decide são eles. O que eles fizerem vou colocar em plenário. Cabe ao plenário votar ou não, aceitar ou não o relatório. Vou acatar o que a maioria votar”, afirmou Botelho.

“Já deu o que tinha que dar” 

Se em determinado momento o presidente segurou propositalmente a votação do relatório, agora ele defende que o documento seja apreciado o mais breve possível. 

“Acredito que a discussão vai ser rápida. Vamos sentar, discutir, chegar a um entendimento. O deputado Wilson Santos vai colocar as ideias dele, tentar convencer os deputados e vamos colocar em votação”, disse.   

“Não pode levar esse assunto mais para frente. Chega, já deu o que tinha que dar. Acredito que dentro de duas semanas tem que ser resolvido”, concluiu.

Botelho nega “patrolamento” do Governo, mas cobra rapidez.
Fonte: Querência em Foco com CAMILA RIBEIRO

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