NOTÍCIA - Agronegócio

14 de abril de 2017 | MENOR | MAIOR | |

Ministério da Agricultura identifica fraudes em 45 marcas de azeite

A maioria das irregularidades era relacionada à baixa qualidade
Ministério da Agricultura identifica fraudes em 45 marcas de azeite

O Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) analisou 140 marcas de azeite, em 12 estados e no Distrito Federal, e contatou irregularidades em 45 delas. Do total 322.329 litros coletados, 207.579 litros possuíam problemas. A equipe de fiscalização inspecionou 214 lotes e encontrou problemas em 38.7%.  A maioria das irregularidades (79%) era relacionada à baixa qualidade (produto ruim vendido como bom). Segundo o MAPA, o Brasil importou aproximadamente 50 milhões de toneladas de azeite de oliva em 2016.

A utilização de óleo vegetal com azeite lampante é a prática mais comum entre as empresas envazadoras. Esse produto tem cheiro forte e acidez elevada (extraído de azeitonas deterioradas ou fermentadas) e não pode ser consumido. No Paraná, empresas vendiam produtos com azeite de oliva, mas sua composição era de 85% de óleo de soja e outros 15% de lampante.

As marcas que apresentaram irregularidades foram Astorga, Carrefour, Almeirim, Conde de Torres, e outras. As empresas foram penalizadas com multas de até R$ 532 mil e os produtos foram apreendidos para o descarte. O Ministério Público também foi acionado. Segundo o MAPA, o próximo passo agora é a abertura de inquérito policial.

As análises são realizadas pelos Laboratórios Nacionais Agropecuários (LANAGRO) do Rio Grande do Sul e de Goiás. Os fiscais identificaram azeites de má qualidade e também produtos que eram vendidos como azeite, mas não eram. O azeite de oliva virgem, que pode ser consumido in natura, mantendo todos os aspectos benéficos ao organismo, são o extra virgem (acidez menor que 0,8%) e virgem (acidez entre 0,8% e 2%). O tipo lampante deve ser refinado antes de ser destinado ao consumo.

Os Estados que lideraram o ranking das irregularidades foram São Paulo, Paraná, Santa Catarina e o Distrito Federal, onde se concentram o maior número de empresas que envazam o produto. Os envazadores que importam granel, principalmente da Argentina, foram os que apresentaram maiores irregularidades.

Precauções

O Ministério da Agricultura alerta que um dos principais fatores que denunciam um produto fraudado é o preço, é necessário estar atento se estiver abaixo do padrão. Além disso, também é recomendado verificar no rótulo se o produto foi envazado em seu país de origem, porque isso dificulta fraudes. Se houver mistura no azeite de oliva, o consumidor também deve ser informado quais são os percentuais das substâncias.

Ministério da Agricultura identifica fraudes em 45 marcas de azeite
Fonte: Querência em Foco com GLOBO RURAL

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