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12 de setembro de 2017 | MENOR | MAIOR | |

Taques: "Não é o fato de ter virado político que virei vagabundo".

Governador negou acordo com Alan Malouf para pagamento de precatório de R$ 200 milhões.
Taques:

"Não é o fato de ter virado político que virei vagabundo". A declaração é do governador Pedro Taques (PSDB) e foi usada, no início da noite desta segunda-feira (11), para rebater o ex-governador Silval Barbosa (PMDB).

Em delação premiada, Silval afirmou ao MPF que o empresário Alan Malouf lhe contou, na presença do ex-secretário Pedro Nadaf, que fez um acordo com Taques, para o pagamento de um precatório de R$ 200 milhões. Os valores seriam devidos à família do empresário.

“Não há no processo penal nacional, nada mais importante que a delação premiada. Agora, tomemos cuidado com citações mentirosas, que nada passam de negociações. Como político preciso aceitar isso. Não é o fato de ter virado político que virei vagabundo”, disse Taques.

O fato de eu ser político não significa que me tornei vagabundo ou idiota. No Brasil todos os políticos não prestam, esse é o senso comum
“O político, hoje, no Brasil, já entra devendo 30. O cidadão está me ouvindo agora, e eu tenho que provar que não sou bandido, que não sou criminoso. No Brasil hoje, todos os políticos não prestam, esse é o senso comum. Mas não podemos criminalizar a política”, disse, em entrevista ao programa Chamada Geral, da Rádio Mega FM.

A acusação consta na delação premiada de Silval, homologada pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo Taques, inexiste qualquer precatório a ser pago à família Malouf neste montante. O que há é uma ação movida pela família do empresário contra o Estado, no valor de R$ 46 milhões.

“O ex-governador, na sua delação monstruosa, me citou dizendo que ouviu dizer que nossa administração pagaria um precatório da família Malouf. Nunca recebi pedido para pagar precatório da família Malouf. Não existe precatório da família Malouf e nós levantamentos essa informação depois que saiu a delação do Silval. Eles possuem uma ação contra o Estado”, disse Taques.

“A nossa administração, em 2015, recorreu para a ação não transitar em julgado. O juiz aceitou os embargos à declaração. O fato de eu ser político não significa que me tornei vagabundo ou idiota”, afirmou o governador.

"Vingança e chantagem"

A delação não pode ser instrumento de vingança política, de chantagem, de negócio
O governador afirmou ainda que sua administração não pode ser comparada a de seu antecessor, que, segundo ele, roubou Mato Grosso.

“Passei minha vida toda combatendo a corrupção, enquanto muitos batiam palmas para os vagabundos, inclusive para o Arcanjo, que chegará em Cuiabá essa semana. Neste momento, tenho que responder a toda a sociedade que nunca existiu essa conversa de precatório, e que nós é que recorremos para que não existisse precatório, como não existe até hoje”.

“E como fica isso? Todos são vagabundos ate que se prove o contrário? Não misturem a nossa administração com a bandalheira da administração passada”.

Ainda durante a entrevista, Taques admitiu que qualquer pessoa que entra para a política tem sua intimidade relativizada.

Porém, ele afirmou que não ficará em silêncio diante de acusações "infundadas" feitas contra ele.

“Quando entrei na política falei para minha família: vão me acusar disso e daquilo, mas eu estou preparado, com total tranquilidade. Mas não posso ficar em silêncio diante de acusações infundadas. Isso não fico. É da minha personalidade”, afirmou.

Por fim, Taques ressaltou a importância do instrumento da delação premiada, mas alertou que, em alguns casos, ele vem sendo usado como forma de “vingança”.

“Não existe instrumento pra combater corrupção mais importante que a delação. Agora, a delação não pode ser instrumento de vingança política, de chantagem, de negócio. Esse caso de precatório é uma mentira. E aí, virei bandido por causa disso”, disse.

Taques: "Não é o fato de ter virado político que virei vagabundo".
Fonte: Querência em Foco com CAMILA RIBEIRO

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