NOTÍCIA - Agronegócio

05 de dezembro de 2017 | MENOR | MAIOR | |

Soja busca se manter em campo positivo nesta 3ª em Chicago, mas ganhos são tímidos

As cotações, por volta de 7h20 (horário de Brasília), só apresentavam leves ganhos de 0,50 ponto no março/18 para US$ 10,10 e de 0,25 ponto para US$ 10,29 no julho
Soja busca se manter em campo positivo nesta 3ª em Chicago, mas ganhos são tímidos

Após as boas altas registradas na sessão anterior, os futuros da soja têm uma terça-feira de estabilidade na Bolsa de Chicago. As cotações, por volta de 7h20 (horário de Brasília), só apresentavam leves ganhos de 0,50 ponto no março/18 para US$ 10,10 e de 0,25 ponto para US$ 10,29 no julho.

O clima na América do Sul está no foco do mercado, principalmente em função de uma força maior entre as especulações sobre os efeitos do La Niña.

"As preocupações são maiores sobre a América do Sul, que já está necessitada de chuvas, com a Argentina, particularmente, estando no foco do mercado", diz a consultoria internacional Agritel. "Há um déficit hídrico que pode reduzir a produtividade da soja e do milho em algumas regiões.

Além disso, para a Argentina, como explica o analista do Commonwealth Bank da Australia, "na Argentina, as previsões climáticas indicam condições de um tempo mais quente e seco persistindo até dezembro".

As condições, portanto, puxam não só os futuros da soja em grão, como também do farelo, já que os argentinos são os maiores produtores e exportadores do derivado.

Para ajudar na sustentação das cotações, porém, analistas internacionais afirmam que os futuros negociados na CBOT precisam de novidades fortes sobre a demanda pelos produtos norte-americanos. Embora o consumo gloabl siga bastante forte, o desempenho das vendas e dos embarques americanos está mais baixo do que na temporada anterior, enquanto as exportações brasileiras de soja já superaram todos os recordes.

Somente até novembro, as vendas brasileiras já somavam 65,8 milhões de toneladas, contra o volume total do ano comercial anterior de quase 52 milhões de toneladas.

Diante disso, já há, inclusive, expectativas de que, na próxima semana, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) poderia até mesmo reduzir sua estimativa de exportações no boletim mensal de oferta e demanda de dezembro.

Veja como fechou o mercado nesta segunda-feira:

Soja fecha em alta na CBOT nesta 2ª feira, mas ainda não configura tendência positiva

Os preços da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) voltaram a subir nesta segunda-feira (04), trabalhando no campo positivo ao longo de todo o dia.

Carlos Cogo, consultor de mercado da Carlos Cogo Consultoria Agroeconômica, avalia que este comportamento reflete a configuração da importância do mercado climático na América do Sul, sobretudo na Argentina, país no qual alguns consultores já visualizam a possibilidade de redução de área, tanto pela seca quanto pelos excessos hídricos. Os fundos de Chicago também ficam mais cautelosos neste final de ano, a não ser que o clima traga mais preocupações de fato.

No Brasil, não é possível falar de quebras até o momento, mas o clima não deve ser tão bom quanto o da safra passada. Além disso, as consultorias que trabalham em conjunto com Cogo indicam por consenso que o La Niña está configurado e deverá ter pico em janeiro, devendo permanecer até março e abril, o que traz impactos diretos para o Sul do país em termos de falta de chuva e excesso de chuva para o Brasil Central, o que pode impactar na colheita com a dificuldade de entrada de máquinas e problemas de qualidade.

Os produtores brasileiros que ainda possuem soja para comercializar podem encontrar boas oportunidades no mercado interno. "O que não pode esperar é milagre", diz o consultor. Chicago não sofre pressão baixista e nenhum fator, neste momento, guia a bolsa para este movimento.

Contudo, as vendas futuras estão atrasadas internamente: não há mais de 35% da safra brasileira negociada. Cogo lembra que as margens atuais ao produtor brasileiro são maiores do que as de outros países, mas que as margens maiores do passado ainda deixam sombras nas comercializações.

Mercado Brasileiro

Os preços da soja no mercado brasileiro acompanharam as altas observadas na Bolsa de Chicago na sessão desta segunda-feira (4) e também terminaram o dia em campo positivo. A leve baixa observada pelo dólar frente ao real acabou perdendo força diante do avanço no cenário internacional e as referências subiram tanto no interior, quanto nos portos do país.

No interior, os ganhos variaram de 0,68% a até 1,54% entre as principais praças de comercialização, com os indicativos variando entre R$ 63,50 e R$ 74,50 por saca. Nos portos, estabilidade nos R$ 75,00 para a soja disponível em Paranaguá e alta de 0,68% para R$ 74,50 em Rio Grande. Já para a soja da safra nova, R$ 75,50 no terminal paranaense e R$ 76,60 no gaúcho, com altas de, respectivamente, 0,27% e 0,79%.

Soja busca se manter em campo positivo nesta 3ª em Chicago, mas ganhos são tímidos
Fonte: Querência em Foco com Notícias Agrícolas

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