NOTÍCIA - Agronegócio

11 de dezembro de 2017 | MENOR | MAIOR | |

Soja tem início de semana com Chicago em queda de olho no clima e à espera do USDA

A semana começa com preços em queda no mercado futuro norte-americano de soja
Soja tem início de semana com Chicago em queda de olho no clima e à espera do USDA

As cotações da oleaginosa, por volta de 8h05 (horário de Brasília), recuavam entre 5,75 e 6 pontos. Dessa forma, o janeiro/18 era cotado a US$ 9,83 e o maio/18 - referência para a safra americana - a US$ 10,06 por bushel.

Mais uma vez, os negócios são retomados na Bolsa de Chicago com os traders de olho no quadro climático da América do Sul, além dos ajustes necessários - e típicos - pré relatório mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que chega nesta terça-feira (12).

Analistas internacionais afirmam que as previsões climáticas mais atualizadas indicam algum alívio, mesmo que momentâneo, para regiões que vinham sofrendo com a falta de chuvas na América do Sul e isso ainda pesa sobre a commodity.

Olhos voltados ainda para o financeiro, especialmente o dólar e o petróleo.

Mercado Nacional

No mercado brasileiro, as expectativas, como explica o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, são de que haja algum "espaço para novos negócios nestes próximos dias, com apelo no grão de curto prazo para embarques em dezembro e janeiro, e assim boa presença de compradores para suprir os volumes que os exportadores necessitam".

Veja como fechou o mercado na última semana:

Soja: Após semana volátil na CBOT e com alta do dólar, preços no BR sobem até 3,5% na semana

A semana que se conclui para os preços da soja nesta sexta-feira (8) foi típica de uma semana de intensa volatilidade na Bolsa de Chicago em que o foco dos negócios está voltado para o mercado climático. O foco continua sendo as condições na América do Sul e, com as previsões começando a divergir - principalmente para a Argentina nas próximas semanas - o mercado voltou a perder sua direção.

Além disso, na próxima terça-feira (12), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz seu novo boletim mensal de oferta e demanda e as especulações sobre os novos números também acabam por levar os traders e fundos de investimentos a ajustar suas posições.

Dessa forma, as boas altas que foram registradas pela commodity no início da semana - com os preços chegando a subir mais de 10 pontos e testando patamares acima dos US$ 10,30 no contrato maio/18, referência para a safra brasileira - foram devolvidas nos últimos pregões.

No balanço da semana, os principais contratos negociados na Bolsa de Chicago fecharam com perdas de 0,45% a 0,47%, levando a conclusão do vencimento janeiro/18 aos US$ 9,89 por bushel.

A movimentação do dólar também influenciou as cotações de forma bem expressiva na CBOT durante esta semana. Somente no Brasil, a moeda americana acumulou uma alta de 1,17%, registrando seu maior ganho semanal em pouco mais de um mês, segundo informou a agência de notícias Reuters. Nesta sexta, a divisa fechou com R$ 3,2947, após bater em R$ 3,3119 na máxima do dia.

"A data fixada pelo governo, próxima do recesso, preocupa", trouxe mais cedo a corretora Guide em relatório referindo-se ao processo da reforma da Previdência no Congresso Nacional.

Clima na América do Sul

A semana começou com previsões que indicavam poucas chuvas para a Argentina nas próximas semanas em importantes regiões produtoras, mas o cenário mudou nos últimos dias. Os modelos climáticos, porém, estão divergindo.

"As chuvas que eram para chegar no país no dia 17 devem se atrasar um pouco, chegando um pouco do dia 19, mas nem todos os modelos climáticos confirmam isso. Apesar dessas chuvas serem previstas pelo modelo europeu e o americano, ainda assim o canadense não confirma e isso reduz a taxa de confiabilidade", explica o analista de mercado Matheus Pereira da AgResource Mercosul.

Preços no Brasil

Neste cenário de volatilidade, o dólar parece ter sido protagonista na formação dos preços no mercado brasileiro e as referências chegaram a registrar ganhos de até 3,50% no acumulado da semana, como foi o caso da praça de Itiquira/MT, onde a saca de soja foi a R$ 65,00 por saca, por exemplo. Em Rio Verde, onde foi registrado um avanço de 3,51%, o preço foi a R$ 59,00.

Nos portos, os indicativos para a soja disponível ficaram em R$ 75,30 em Paranaguá e em R$ 76,80 por saca no terminal de Rio Grande, com altas de 0,40% e 1,35%, respectivamente. Já a safra nova subiu 0,27% e 1,05%, para ficar com R$ 75,50 no terminal paranaense e R$ 76,80 no gaúcho.

Nesse quadro, a movimentação dos negócios no mercado brasileiro melhorou nestes últimos dias, mas o destaque ainda é o atraso da comercialização da temporada 2017/18, como explicou o analista de mercado Miguel Biegai, da OTCex Group.

Soja tem início de semana com Chicago em queda de olho no clima e à espera do USDA
Fonte: Querência em Foco com Notícias Agrícolas

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