NOTÍCIA - Agronegócio

11 de janeiro de 2018 | MENOR | MAIOR | |

Soja trabalha com estabilidade nesta 5ª feira em Chicago e ainda espera por novidades

Por volta de 7h55 (horário de Brasília), as cotações perdiam entre 0,50 e 2 pontos nas posições mais negociadas, com o março/18 valendo US$ 9,54 e o maio/18, US$ 9,65 por bushel
Soja trabalha com estabilidade nesta 5ª feira em Chicago e ainda espera por novidades

Quinta-feira de estabilidade para os preços da soja na Bolsa de Chicago. Na sessão deste dia 11, os futuros da oleaginosa testam leves variações, buscando recuperar parte das baixas do pregão anterior e diante aiunda do ajuste de posições dos traders antes da chegada dos novos relatórios do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) amanhã.

Com isso, por volta de 7h55 (horário de Brasília), as cotações perdiam entre 0,50 e 2 pontos nas posições mais negociadas, com o março/18 valendo US$ 9,54 e o maio/18, US$ 9,65 por bushel.

O mercado segue tentando trabalhar com as especulações e projeções dos traders sobre os novos números desta sexta-feira (12). Fora isso, os traders não encontram espaço de uma ameaça climática na América do Sul para virar o jogo nesse momento.

No Brasil, os problemas são pontuais, mas as expectativas são de uma safra cheia nesta temporada. A consultoria AgRural, por exemplo, estima uma colheita de 114 milhões de toneladas. A nova projeção da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) sai nesta quinta-feira.

Na Argentina, embora o tempo se mostre mais seco nesse momento, as previsões indicam melhores condições de chuvas nas próximas duas semanas, o que ainda pesa sobre os preços.

Veja como fechou o mercado nesta quarta-feira:

Soja fecha com baixas de dois dígitos na CBOT com espera pelo USDA e clima na América do Sul

Os preços da soja negociados na Bolsa de Chicago intensificaram suas baixas e fecharam com perdas de mais de 10 pontos entre os principais vencimentos na sessão desta quarta-feira (10). O recuo foi reflexo de uma conjunção de fatores, como explicou, em entrevista ao Notícias Agrícolas, o analista de mercado e economista, Camilo Motter.

Assim, o vencimento março/18 voltou ao patamar dos US$ 9,50 por bushel, enquanto o maio/18, referência para a safra brasileira, voltou a atuar na casa dos US$ 9,60.

O primeiro fator de pressão sobre as cotações, segundo o executivo, ainda é o cenário climático na América do Sul e a falta de uma ameaça realmente preocupante, até esse momento, à temporada 2017/18. Há, inclusive, as perspectivas de um aumento da produção brasileira em relação aos números iniciais.

Na Argentina, o tempo ainda está seco na maior parte das principais regiões produtoras do país, porém, com as previsões mostrando melhores condições de chuvas nas próximas duas semanas.

Segundo um boletim do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA) da Argentina, que considera uma previsão de chuvas até segunda-feira (15), os próximos dias trariam chuvas de "variada intensidade em áreas do centro e norte argentino com maiores acumulados, de maneira localizada, no norte da província de Córdoba, no Noroeste argentino e no extremo nordeste".

No Brasil, o clima tem favorecido praticamente todas as principais regiões produtoras, e a perspectiva, apesar de alguns problemas pontuais, é de uma safra cheia. Não há, porém, um consenso entre os números esperados para esta temporada ainda.

Para a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), apesar de já ter sido iniciada, a colheita no Brasil estaria de 10 a 15 dias 'atrasada' se comparada ao ritmo do ano passado. O excesso de chuvas no Centro-Oeste e no Sudeste motiva declarações como esta.

Paralelamente, a preparação do mercado para o novo boletim mensal de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que chega nesta sexta-feira também motiva um movimento de correção e realização de lucros, com os traders ajustando suas posições.

Além disso, chegam ainda os novos números dos estoques trimestrais norte-americanos, também no dia 12, o que deve mexer com as cotações, tal qual o novo reporte da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) nesta quinta-feira (11).

"E esses são relatórios muito importantes, os primeiros do ano. Mas o mercado não espera números muito diferentes (no mensal de oferta e demanda do USDA) em relação ao relatório de dezembro", diz Motter.

Preços no Brasil

No portos do Brasil, os preços voltaram a recuar nesta quarta-feira. Em Paranaguá, a soja disponível foi a R$ 72,00 por saca, perdendo 0,41%, enquanto em Rio Grande ficou em R$ 71,50, com perda de 0,69%. Já a safra nova ficou com R$ 71,50 em ambos os terminais, com recuos de 0,69% e 1,08%.

No interior do país, as cotações ainda se mantêm estáveis em quase todas as principais praças de comercialização do país, com as referências variando entre R$ 55,00 e R$ 70,00 por saca.

Soja trabalha com estabilidade nesta 5ª feira em Chicago e ainda espera por novidades
Fonte: Querência em Foco com Notícias Agrícolas

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