NOTÍCIA - Agronegócio

30 de janeiro de 2018 | MENOR | MAIOR | |

Milho: Mercado inicia 3ª feira com leves altas e tenta consolidar 2º dia consecutivo de valorização na CBOT

As cotações futuras do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram a sessão desta terça-feira (30) com ligeiras valorizações
Milho: Mercado inicia 3ª feira com leves altas e tenta consolidar 2º dia consecutivo de valorização na CBOT

As principais posições do cereal testavam ganhos entre 0,50 e 1,00 pontos, por volta das 8h49 (horário de Brasília). O vencimento março/18 era cotado a US$ 3,59 por bushel, enquanto o maio/18 trabalhava a US$ 3,67 por bushel.

O mercado tenta consolidar o segundo dia seguido de valorização. Os participantes do mercado seguem atentos ao clima mais seco na Argentina, o que gera preocupações quanto à produtividade das lavouras nesta temporada. Já no norte do país, muitas áreas estão inundadas.

Além disso, os ganhos registrados nos futuros do trigo também contribuem para o movimento positivo no milho. Por sua vez, as cotações do trigo são impulsionadas pelo clima seco nos Estados Unidos, o que segundo, os sites internacionais já afetou o rendimento das plantações.

Veja como fechou o mercado nesta segunda-feira:

Milho sobe na CBOT com clima seco na Argentina, mas embarques lentos limitam valorizações nesta 2ª

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os futuros do milho encerraram o pregão desta segunda-feira (29) com ligeiras valorizações. As principais posições da commodity subiram entre 1,75 e 2,25 pontos. O contrato março/18 era cotado a US$ 3,58 por bushel, enquanto o maio/18 trabalhava a US$ 3,67 por bushel.

Assim como no caso da soja, o mercado ainda encontra sustentação nas preocupações com o clima seco na Argentina. E, até o momento, as previsões climáticas têm indicado a continuidade do tempo seco no país nos próximos 7 a 10 dias.

"Temos importantes regiões, como Buenos Aires e Córdoba, onde as lavouras estão sendo penalizadas com o clima seco. Em contrapartida, áreas do Norte da Argentina estão inundadas", explica o consultor de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze.

Apesar das preocupações, o consultor ainda reforça os embarques americanos mais lentos acabam limitando as valorizações nos preços. "Os embarques não estão evoluindo e o acumulado da temporada até o momento está distante do registrado no mesmo período do ano anterior", reforça.

Ainda hoje, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou que na semana encerrada no dia 25 de janeiro, os embarques do cereal somaram 993,5 mil toneladas. O volume levemente acima do esperado, entre 690 mil e 991 mil toneladas.

Os embarques de milho na temporada estão próximos de 13.736,5 milhões de toneladas, contra as 20.888,8 milhões de toneladas registradas no ciclo passado. O USDA ainda reportou a venda de 115 mil toneladas de milho para o Egito nesta segunda-feira. O volume negociado deverá ser entregue ao longo da campanha 2017/18.

Mercado doméstico

O início da semana foi de estabilidade aos preços do milho negociados no mercado doméstico. De acordo com levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, em Brasília, o preço cedeu 3,57%, com a saca a R$ 27,00. Já em São Gabriel do Oeste (MS), o recuo ficou em 2,33%, com a saca a R$ 21,00.

Por outro lado, a saca subiu 1,19%, com a saca a R$ 34,00 em Campinas (SP). No Porto de Rio Grande, o valor futuro, para entrega em março/18, subiu 1,69% e terminou o dia a R$ 30,00 a saca.

Ainda na visão do consultor, o mercado brasileiro está calmo. "As chuvas estão dificultado a colheita da safra de verão. Então não temos muita oferta, o que tem mantido os preços estáveis. E o mercado de exportação também tem dado suporte aos preços", completa Brandalizze.

Dólar

A moeda norte-americana encerrou o dia a R$ 3,1665 na venda, com alta de 0,84%. Depois de acumular uma queda de quase 6% nos últimos cinco dias. De acordo com dados da agência Reuters, o câmbio exibiu um movimento de correção técnica depois das desvalorizações recentes.

Milho: Mercado inicia 3ª feira com leves altas e tenta consolidar 2º dia consecutivo de valorização na CBOT
Fonte: Querencia em Foco com Portal do Agronegócio.

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