NOTÍCIA - Agronegócio

14 de maro de 2018 | MENOR | MAIOR | |

Soja tem novo dia de estabilidade na Bolsa de Chicago nesta 4ª feira e espera novidades

As cotações, por volta de 8h (horário de Brasília), subiam pouco mais de 1 ponto, com o maio/18 sendo cotado a US$ 10,50 por bushel
Soja tem novo dia de estabilidade na Bolsa de Chicago nesta 4ª feira e espera novidades

No pregão desta quarta-feira (14), segue a estabilidade entre os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago. As cotações, por volta de 8h (horário de Brasília), subiam pouco mais de 1 ponto, com o maio/18 sendo cotado a US$ 10,50 por bushel. O mercado internacional vem buscando ainda recuperar as baixas da última semana, porém, esbarram fatores que ainda limitam os preços.

"As conversas sobre a disputa comercial entre China e Estados Unidos continuam a percorrer o mercado", diz o diretor de estratégia agrícola do Commonwealth Bank da Australia, Tobin Gorey, explicando que esse ainda é um assunto que pesa sobre as cotações.

Da mesma forma, algumas chuvas que começam a aparecer para a Argentina nos próximos dias também são consideradas, mesmo os traders sabendo que elas chegariam tarde demais para reverter as perdas já sentidas pela nova safra do país. Somente na soja, a quebra chega a 10 milhões de toneladas.

Veja como fechou o mercado nesta terça-feira:

Soja fecha em alta na Bolsa de Chicago nesta 3ª feira e puxa preços nos portos do Brasil

A terça-feira (13) foi de novas altas para os preços da soja negociados na Bolsa de Chicago e os principais contratos terminaram o dia com ganhos entre 7,25 e 8,50 pontos, levando o maio/18 de volta aos US$ 10,48 por bushel. Na máxima do dia, a posição bateu em US$ 10,52.

O dólar também fechou o dia em alta nesta terça - de 0,13% - para encerrar os negócios e, R$ 3,2621 e ajudou a trazer uma recuperação para as cotações no mercado brasileiro também. O avanço da moeda americana se deu, segundo analistas ouvidos pela agência de notícias Reuters, com a demissão do secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, e com um fluxo maior de saída.

"A saída de Tillerson é um fator de instabilidade, deixa o mercado mais cauteloso", comentou o gerente de câmbio de uma corretora local à Reuters.

Assim, o produto disponível fechou os negócios com R$ 79,50 no porto de Paranaguá, e com R$ 77,80 no de Rio Grande. As altas foram de, respectivamente, 0,63% e 0,39%. Já na referência maio/18 os valores foram de R$ 79,50 e R$ 78,30 por saca, subindo 0,63% no terminal paranaense e 0,38% no gaúcho. Nos melhores momentos, foram registrados R$ 80,00 nos portos.

No interior do país, os ganhos foram mais tímidos e pontuais. As praças do Rio Grande do Sul fecharam o dia subindo pouco mais de 0,7% e com referências entre R$ 67,00 e R$ 68,00 por saca, e em Londrina, no Paraná, foi a R$ 69,00 com ganho de 0,73%.

Em Tangará da Serra, a alta foi de 1,61% para R$ 63,00 e de 0,82% em Campo Novo do Parecis, para R$ 61,50. Nas demais praças de Mato Grosso e da região Centro-Oeste, os preços permaneceram estáveis. Em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, alta de 0,74% para R$ 68,00.

Com as altas ainda limitadas, os negócios seguem pontuais no Brasil, com os produtores ainda muito atentos às movimentações na Bolsa de Chicago, esperando por uma recuperação mais consistente das cotações.

"O mercado brasileiro da soja teve um dia de apelo levemente positivo, mas ainda bem abaixo dos bons momentos de duas semanas atrás. Com isso, os vendedores que já fizeram posições no final de fevereiro agora estão na expectativa de novos ganhos. Desta forma, poucos estão aparecendo para vender", diz o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting.

Para o consultor, os movimentos de embarque nos portos brasileiros permanecem bastante aquecidos, o que pode indicar que o volume de exportações de soja do país em março pode voltar a bater em bons números. Na outra ponta, os compradores também permanecem bastante presentes e ativos, como também afirma Brandalizze, "apontando que vão embarcar grandes volumes nos próximos dias".

Reflexo disso são os prêmios muito altos que têm sido praticados nos portos brasileiros em pleno andamento da colheita. Somente em Paranaguá, as principais posições de entrega têm entre 88 e 92 cents de dólar acima dos preços praticados na Bolsa de Chicago. Com isso, ao considerar o vencimento maio/18, a referência para a soja brasileira passa a ser de US$ 11,38 por bushel.

Mercado Internacional

Na Bolsa de Chicago, as altas de pouco mais de 7 pontos entre os princpais vencimentos, ainda segundo o consultor da Brandalizze, se deu com mais um dia de movimentos técnicos por parte do mercado, que busca uma recuperação depois da baixas da última semana.

Segundo explicam analistas internacionais, embora o mercado ainda encontre espaço para testar essas altas, permanece limitado pela tensão da guerra comercial entre China e Estados Unidos.

"Os traders continuam a ver o impacto das tarifas de Trump sobre o aço e o alumínio sobre a agricultura", diz o boletim diário da consultoria internacional Allendale.

Soja tem novo dia de estabilidade na Bolsa de Chicago nesta 4ª feira e espera novidades
Fonte: Querência em Foco com Notícias Agrícolas

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