NOTÍCIA - Agronegócio

05 de abril de 2018 | MENOR | MAIOR | |

Milho: Após desvalorizações recentes, mercado testa tímida reação na manhã desta 5ª feira em Chicago

Os contratos do cereal exibiam leves ganhos entre 1,50 e 1,75 pontos, por volta das 8h06 (horário de Brasília)
Milho: Após desvalorizações recentes, mercado testa tímida reação na manhã desta 5ª feira em Chicago

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os futuros do milho iniciaram o pregão desta quinta-feira (5) com ligeiras altas. Os contratos do cereal exibiam leves ganhos entre 1,50 e 1,75 pontos, por volta das 8h06 (horário de Brasília). O vencimento maio/18 era cotado a US$ 3,82 por bushel, já o julho/18 trabalhava a US$ 3,91 por bushel.

O mercado testa uma tímida recuperação depois das perdas registradas recentemente. Ainda na sessão desta quarta-feira, os vencimentos recuaram mais de 7 pontos após a China taxar em 25% as importações de milho dos EUA. A medida ainda não data definida para entrar em vigor.

Apesar das preocupações, os analistas destacaram que a nação asiática se abastece com o milho da Ucrânia. Embora a situação poderia beneficiar as exportações brasileiras.

Além disso, as atenções dos participantes do mercado permanecem voltadas ao planejamento da nova safra americana. Já há especulações no mercado sobre possíveis adversidades climáticas, que poderiam afetar o andamento do plantio.

Ainda hoje, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reporta seu novo boletim de vendas semanais. O relatório é um importante indicador de demanda e pode influenciar o andamento das negociações.

Confira como fechou o mercado nesta quarta-feira:

Milho: Com tarifa de importação imposta pela China, mercado recua mais de 7 pts nesta 4ª na CBOT

O pregão desta quarta-feira (4) foi de forte queda aos preços do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT). Os principais contratos da commodity reduziram as perdas durante o dia, mas encerraram a sessão com desvalorizações de mais de 7 pontos. O contrato maio/18 era cotado a US$ 3,81 por bushel e o julho/18 trabalhava a US$ 3,89 por bushel.

"Os preços futuros caíram nesta quarta-feira depois que a China anunciou tarifas contra soja, milho, carne bovina e outros produtos americanos para retaliar as tarifas planejadas do governo Trump sobre as exportações chinesas", informou a Reuters internacional.

A tarifa de 25% foi anunciada pela nação asiática nesta quarta-feira. Entretanto, ainda não foi estabelecida uma data em que as medidas entrarão em vigor.

"A grande reação está na soja porque o impacto comercial é o maior, com 35 milhões de toneladas do grão importada pela China", disse Michel Portier, chefe da consultoria Agritel, em entrevista a Reuters internacional. Os futuros da oleaginosa caíram mais de 22 pontos nesta quarta-feira.

Em entrevista ao Notícias Agrícolas, o consultor de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, destacou que as cotações foram pressionadas pela forte desvalorização registrada na soja. E quando uma commodity apresenta uma movimentação expressiva acaba afetando as outras commodities também.

"A China não compra milho dos EUA. A nação asiática tem se abastecido nos últimos anos com a oferta da Ucrânia. A demanda chinesa irá crescer muito nos próximos anos, mas com milho brasileiro", explica Brandalizze.

Atualmente, as exportações americanas superam 50 milhões de toneladas do cereal. Porém, o país já tem compradores específicos como Japão, México e Coreia do Sul, que correspondem 40 milhões de toneladas do cereal.

"Esse cenário pode contribuir para o Brasil avançar nas exportações. Estamos embarcando em torno de 30 a 32 milhões de toneladas, mas temos espaço para chegar a 40 a 50 milhões de toneladas. Nos próximos 3 a 4 anos deveremos ser o maior exportador de milho", reforça o consultor de mercado.

Mercado interno

De acordo com levantamento realizado diariamente pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, a quarta-feira foi de ligeiras movimentações aos preços do milho no mercado doméstico. Em Brasília, a saca caiu 5,71% e encerrou o dia a R$ 33,00.

No Oeste da Bahia, a queda ficou em 3,23%, com a saca a R$ 30,00 nesta quarta-feira. No Paraná, em Castro, a desvalorização foi de 2,50%, com a saca a R$ 39,00. Ainda no estado, em Londrina, a perda ficou em 1,61%, com a saca a R$ 30,50.

Por outro lado, a saca subiu 4,17% e terminou o dia em R$ 25,00 na região de Tangará da Serra (MT). Em Campo Novo do Parecis (MT), a alta foi de 2,17%, com a saca a R$ 23,50. No Porto de Paranaguá, a saca futura fechou o dia estável em R$ 34,00.

Os analistas ainda reforçam que os compradores permanecem fora das compras, enquanto os vendedores seguem retraídos. O cenário tem deixado os negócios lentos. Paralelamente, a colheita da primeira safra e o desenvolvimento da safrinha continuam no radar dos investidores.

Milho: Após desvalorizações recentes, mercado testa tímida reação na manhã desta 5ª feira em Chicago
Fonte: Querência em Foco com Notícias Agrícolas

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