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06 de abril de 2018 | MENOR | MAIOR | |

“Vários candidatos é bom para a democracia”, dispara Taques sobre enfrentar ex-aliados

“Vários candidatos é bom para a democracia”, dispara Taques sobre enfrentar ex-aliados

Os ex-prefeitos Mauro Mendes (DEM), Dilceu Rossato (PSL), Otaviano Pivetta (PDT) e o ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD) estiveram  entre os principais coordenadores e apoiadores da campanha do governador José Pedro Taques (PSDB), na coligação Coragem e Atitude Para Mudar, em 2014. Pivetta foi coordenador geral, Fávaro vice e Rossato um dos principais arrecadadores perante agronegócio, sem contar Mende como garoto-propaganda.
 
O que os quatro têm em comum? Foram seguidores de Taques há quatro anos e agora deixam clara a intenção de enfentá-lo, na disputa pelo governo de Mato Grosso, em outubro deste ano. E o atual governador não demonstra qualquer temor em ter pela frente, como adversários no pleito, os aliados de outrora.

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Pedro Taques dá sinais que não recua do enfrentamento. “Eu recomendo que nós tenhamos vários candidatos ao governo de Mato Grosso. Isso é muito bom para a democracia, bom para o debate! E  para o eleitor é fantástico”, cutucou ele, sem demonstrar ironia, em resposta  para a reportagem Olhar Direto.
 
Em 2010 e 2014 era latente a forma quase messiânica com que Mendes, Rossato, Pivetta e Fávaro seguiam o comando de Taques. E, numa improvável ironia do destino, estão amplamente dispostos a montar chapa contra o comandante da eleição anterior.
 


“São quatro [ex-aliados e agora são oposição]? Isso é liberdade! É a escolha do seu próprio destino! Cada um escolhe o seu destino”, disparou o chefe do Poder Executivo, para o Olhar Direto, sem citar nomes.
 
O último a sair da base aliada foi o vice-governador Carlos Fávaro, com aval do próprio Taques. “Ele quer se dedicar à sua pré-candidatura ao Senado. É normal isso! Outros vices que desejam concorrer a outros cargos estão fazendo isso.  Desejo expressar o meu respeito ao Carlos Fáravo”, ponderou o comandante do Palácio Paiaguás.
 
“Mas ele está fora para se dedicar à pré-candidatura, o que eu acho legítimo. Não houve quebra de confiança. Nem um pouco. Quero expressar o meu respeito ao Carlos Fávaro e agradecê-lo publicamente pelo período em que ajudou bem administrar Mato Grosso”, sintetizou Taques.
 
Outros que apoiaram Pedro Taques, em 2014, e se distanciaram são o ministro da Agricultura e Pecuária, senador Blairo Maggi (PP); o ex-senador Jayme Campos (DEM), os deputados federais Ezequiel Fonseca (PP), Adilton Sachetti (PRB), Victório Galli (PSC) e Fábio Garcia (DEM); e os estaduais Zeca Viana (PDT), Oscar Bezerra (sem partido), José Domingos Fraga Filho (PSD) e Dilmar Dal Bosco (DEM).

“Vários candidatos é bom para a democracia”, dispara Taques sobre enfrentar ex-aliados
Fonte: Querência em Foco com Ronaldo Pacheco

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