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10 de abril de 2018 | MENOR | MAIOR | |

Senador diz que fraude em ata é "conversa fiada" de 2º suplente

Medeiros afirmou que não assinou ata que sofre acusação de fraude e pode resultar em sua cassação
Senador diz que fraude em ata é

O senador José Medeiros (Podemos) classificou como "conversa fiada" a acusação de que houve fraude na ata da convenção que definiu a chapa que elegeu Pedro Taques (PSDB) ao Senado, em 2010, tendo Medeiros e Paulo Fiúza, como primeiro e segundo suplentes, respectivamente. 

 

Em conversa com a imprensa na última semana, ele afirmou que, em 2010, era candidato a deputado federal e que assumiu a primeira suplência com a saída de Zeca Viana, que havia decidido disputar o cargo de deputado estadual.

 

Segundo Medeiros, para que Fiúza assumisse a primeira suplência precisaria ter renunciado à segunda.

 

Fiúza argumenta que era ele quem deveria ser o primeiro suplente, o que lhe permitiria ter assumido o mandato, quando Pedro Taques assumiu o Governo do Estado.

 

“Eu era candidato a deputado federal e o Zeca Viana desistiu. Ele era primeiro suplente. Foi o que mexeu. Para que houvesse o que estão falando, o segundo suplente teria que ter renunciado, entrado na primeira e aí eu substituir o segundo. Isso não houve. É conversa fiada depois que ganhou eleição”, disse.

 

O Pedro tinha 1% e os caras não estavam nem aí. Depois que ganhou, veio essa conversa fiada

Para ele, o interesse na vaga aumentou apenas depois que Taques ganhou a eleição. 

 

“O Pedro tinha 1% e os caras não estavam nem aí. Depois que ganhou, veio essa conversa fiada”, afirmou.

 

O parlamentar ainda negou que tenha assinado a ata que definiu a candidatura da coligação “Mato Grosso Melhor Para Você”. Segundo ele, a função era destinada aos dirigentes partidários.

 

“Na verdade, eu não tenho nada a ver com aquilo lá. Eu não assinei o diabo da ata. Eu não participei de ata. Quem fez aquilo foi a chapa majoritária. Eu não fui chamado a assinar. Não sei nem como se procedeu isso. Mandei a documentação para Cuiabá”, disse.

 

“Quem assina são os dirigentes partidários. Eu não era dirigente partidário. Quem assinou a ata foi o Percival Muniz e o secretário-geral, Antonio Carlos Máximo e nossa secretária, Renata. Eu não tinha que assinar. Eu nem passei perto dessa ata”, completou.

 

Recentemente, um exame grafotécnico realizado pela Polícia Federal (PF) reforçou a acusação de que houve fraude na ata da convenção. O resultado do exame pericial detectou divergência entre a assinatura de Fiúza coletada pela PF e aquela que consta na ata.

 

A colheita dos materiais gráficos foi realizada no período de outubro a novembro do ano passado, na Superintendência Regional da PF em Mato Grosso.

 

Além das desconformidades na assinatura de Fiúza, os peritos ainda encontraram divergências nas rubricas de seis signatários: José Marques Braga, Francisco Wagner Lopes Simplício, José Carlos Dorte, Otaviano Pivetta, Aluízio Leite Paredes e José Roberto Stopa.

Senador diz que fraude em ata é "conversa fiada" de 2º suplente
Fonte: Querência em Foco com DOUGLAS TRIELLI

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