NOTÍCIA - Agronegócio

23 de abril de 2018 | MENOR | MAIOR | |

Soja inicia semana na tentativa de uma recuperação em Chicago nesta 2ª, mas ainda com estabilidade

Perto de 7h45 (horário de Brasília), o contrato maio/18 subia 1,75 ponto para ser negociado a US$ 10,30 por bushel, enquanto o julho tinha US$ 10,42 e o agosto/18, US$ 10,42
Soja inicia semana na tentativa de uma recuperação em Chicago nesta 2ª, mas ainda com estabilidade

A semana começa com preços ainda estáveis para a soja na Bolsa de Chicago. Depois de uma baixa acumulada de mais de 2% nos últimos sete dias, nesta segunda-feira (23), os futuros da oleaginosa sobem pouco mais de 1 ponto entre as posições mais negociadas, na tentativa do início de uma recuperação.

Perto de 7h45 (horário de Brasília), o contrato maio/18 subia 1,75 ponto para ser negociado a US$ 10,30 por bushel, enquanto o julho tinha US$ 10,42 e o agosto/18, US$ 10,42.

A falta de direção e de novas informações fortes que possam mudar a movimentação das cotações permanece, segundo informam analistas internacionais.

Entre os fatores que permanecem no campo da especulação seguem as previsões climáticas para o Corn Belt - que, como explica o boletim diário da consultoria internacional Allendale, Inc., ainda não dão o sinal verde para um avanço mais intenso do plantio 2018/19 - além da disputa comercial entre China e EUA e os impactos sobre a demanda pela soja americana.

Além disso, a movimentação dos fundos e técnica dos preços também continua a ser observada pelos traders neste início de semana.

Ainda nesta segunda, atenção aos dois reportes que chegam do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). O primeiro deles atualiza os números dos embarques semanais de grãos e o outro sai no fim do dia, de acompanhamento de safras com os últimos números do avanço dos trabalhos de campo nos EUA.

A expectativa do mercado é de que o plantio do milho esteja concluído em algo entre 6% e 8% da área esperada para esta temporada, contra 3% da semana anterior e a média para o período de 18%.

Veja como fechou o mercado na última semana:

Soja acumula baixas de mais de 2% na semana em Chicago e preços no Brasil sentem a pressão

O mercado internacional da soja registrou mais uma semana de intensa volatilidade, porém, o saldo foi negativo e as principais posições perderam mais de 2%. O vencimento mais negociado - maio/18 - dessa forma, fechou abaixo dos US$ 10,30, valendo US$ 10,28 por bushel na Bolsa de Chicago. As posições julho e agosto não conseguiram manter nem mesmo os US$ 10,50.

Um movimento mais intenso de realização de lucros e ajuste de posições foi observado nos últimos dias, com novos boatos ligados à disputa comercial entre China e Estados Unidos e às especulações em torno do início da nova safra norte-americana.

Além disso, as baixas do trigo e do milho também pressionaram os futuros da soja. Somente na sessão desta sexta-feira (20), os grãos perderam, em Chicago, respectivamente, 1,17% e 2,63%. Na oleaginosa, as perdas foram de pouco mais de 0,8%, ou entre 7 e 8,50 pontos.

As previsões mais recentes mostram que as condições para os próximos dias deverão começar a favorecer o plantio do milho e a safra de trigo, dando início a uma mudança do cenário que ainda traz temperaturas muito baixas, neve e solos secos e compactados.

"Há previsões climáticas mostrando a possibilidade de um sistema de tempestades pela região do trigo vermelho de inverno começando nesta sexta-feira e se estendendo até domingo. De outro lado, outras previsões mostram, porém, que essas chuvas ainda viriam em volumes limitados", diz o analista de mercado do Commonwealth Bank da Australia, Tobin Gorey.

Sobre a questão da disputa comercial entre chineses e americanos, as expectativas do mercado são de que após as taxações severas sobre o sorgo, o próximo alvo poderia ser a soja, o que incentivaria uma força ainda maior da demanda pelo produto brasileiro.

"A incerteza sobre o status das importações dos EUA para a China estão pesando. Os chineses estão buscando soja no Brasil", diz a Benson Quinn Commodities. E diante disso, "alguns traders poderiam estar relutantes em assumir novas posições de compra", como explica Terry Reilly, analista de mercado da Futures International.

Mercado Brasileiro

E essa maior demanda pela soja brasileira ainda mantém os prêmios positivos - embora mais baixos do que os níveis observados há alguns dias, quando bateram em até US$ 1,90 sobre Chicago - atuando na casa de US$ 1,20 e dando força para que os patamares sejam ao menos sustentados no mercado nacional, como aconteceu nesta semana.

A pressão, porém, onde foi registrada, veio das baixas observadas em Chicago e das deslizadas que o dólar registrou frente ao real ao longo da semana.

Assim, os indicativos no interior do país chegaram a perder até 4,63% no acumulado da semana, e, nos portos, até 2,10%. Assim, os indicativos nos terminais de exportação fecharam a semana entre r$ 84,50 e R$ 85,00 por saca.

No entanto, com baixos estoques de passagem e estoques finais que serão quase inexistentes este ano, os preços da soja têm potencial para sustentar bons patamares no mercado brasileiro. "Vamos terminar 2018 praticamente sem soja no Brasil", diz o consultor em agronegócio Ênio Fernandes, da Terra Agronegócios.

Nesse quadro, o especialista acredita que o produtor ainda deverá encontrar boas oportunidades de novas vendas ao longo do ano. Nesta semana, com o dólar testando leves baixas - tal qual as cotações em Chicago - e os prêmios mais acomodados, o produtor voltou a se retrair e o ritmo das vendas diminuiu.

Soja inicia semana na tentativa de uma recuperação em Chicago nesta 2ª, mas ainda com estabilidade
Fonte: Querência em Foco com Noticias Agrícolas

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