NOTÍCIA - Policial/Acidente

02 de maio de 2018 | MENOR | MAIOR | |

Prestes a completar um ano de desaparecimento, família de agrônomo ainda busca respostas

Irmã criticou as investigações da polícia e disse sentir que não estão se empenhando nas buscas.
Prestes a completar um ano de desaparecimento, família de agrônomo ainda busca respostas

Os familiares do engenheiro agrônomo Eder Tadeu Maciel, de 28 anos, ainda buscam respostas após quase um ano desde seu desaparecimento. No dia 5 de maio de 2017 o Sandero de Eder foi encontrado em uma estrada de terra em Água Boa, após ter deixado marcas em uma plantação ao lado. Desde então a família e a Polícia Civil buscam informações sobre o paradeiro do agrônomo.
 
A esposa de Eder, Leticia Maciel, disse que apesar de quase completar um ano desde o desaparecimento ainda tem esperanças de encontrá-lo com vida.

“Esperança é a última que morre, mas a gente precisa de uma definição. A policia afirma que não tem pista então não temos para onde nortear, já ouviu todas as testemunhas, todo mundo que tinham que ouvir, e a gente vive a espera de uma resposta”.

Ela conta que por causa do poucos avanços que o caso teve, vive em uma angústia. O inquérito só pode ser encerrado se Eder for encontrado, vivo ou morto.

“Nós continuamos vivendo na incerteza, na angustia, a gente não tem pista, continua do mesmo jeito, a polícia continua afirmando que não há pista, não tem notícia, não tem nada, não houve nenhuma evolução durante esse ano todo”.

Já a irmã de Eder não espera encontrar Eder com vida. Ela não acredita na hipótese de que o agrônomo tenha fugido, principalmente por causa da relação dele com a família.

“Eu pessoalmente não tenho mais esperança de encontrá-lo vivo, minha mãe ainda tem, mas eu penso no pior. Não acho que ele desapareceria de propósito, ainda me quando lembro de como ele era com a filha, como cuidava dela, ele era pai de dar banho, trocar fralda, dar mamadeira, vejo as fotos dele com ela e me pergunto o que será que aconteceu?”.

Ela criticou as investigações da polícia e disse sentir que não estão se empenhando nas buscas. A Polícia Civil não tem pistas do paradeiro de Eder.

“Ninguém nunca falou nada, não sei se fizeram o bloqueio do RG dele, não sei se fizeram a quebra do sigilo bancário, quebra do sigilo telefônico. Olha, eu moro em São Paulo, cresci em Mato Grosso, fico vendo como fazem aí e ás vezes parece que estão brincando de investigar. Me falaram que há burocracias, mas não nos dão informação”.

Os familiares de Eder pedem que quem tenha qualquer informação que possa contribuir com o avanço das investigações que entre em contato com a Polícia Civil pelo telefone 197, com Leticia, pelo número (65) 99801-1920, ou com Fernanda pelo telefone (16) 99605-5999 (Whatsapp).

O caso

O agrônomo Éder Tadeu Maciel está desaparecido desde o dia 5 de maio de 2017. O seu desaparecimento foi registrado depois que ele abandonou seu veículo, modelo Sandero de cor prata em uma plantação aos fundos da Fazenda Água Boa. O rastreador do carro mostra que Eder saiu por volta das 5h da manhã de sexta, passou em uma madeireira e pegou a BR-158. Após dez quilômetros na rodovia, entrou em uma estrada vicinal de terra, que dá acesso aos fundos da Fazenda Água Boa e é usada para chegar à MT-240 (sentido Nova Nazaré).
 
Ali, o Sandero andou cerca de quatro quilômetros, saiu da pista, entrou na lavoura, bateu em uma pedra e teve o pneu dianteiro furado. Por volta das 10h da manhã o pneu foi trocado, mas o motorista não conseguiu retirar o veículo de lá. Desde então não se tem notícias do agrônomo.

Prestes a completar um ano de desaparecimento, família de agrônomo ainda busca respostas
Fonte: Querencia em Foco com Redação e Olhar Direto

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