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03 de maio de 2018 | MENOR | MAIOR | |

72 escolas e 753 leitos de UTI"s seriam feitas com dinheiro sonegado, diz Defaz

72 escolas e 753 leitos de UTI

A primeira fase da Operação Crédito Podre, deflagrada em dezembro de 2017, descobriu que o primeiro grupo de empresários e agentes da Secretaria de Fazenda sonegaram mais de R$ 143 milhões em ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços). As fraudes aconteciam na comercialização interestadual de grãos (milho, algodão, feijão, soja, arroz, milho, sorgo, painço, capim, girassol e niger). Tudo isso aconteceu entre 2012 e 2017.

 

O delegado responsável pela segunda fase da operação, deflagrada nesta quinta-feira (3), Sylvio do Vale Ferreira Júnior, da Delegacia de Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz), o montante de dinheiro que o Estado deixou de arrecadar, no esquema que envolveu 30 empresas de fachadas ou fantasmas, constituídas com o objetivo de promover a  sonegação de impostos, poderia ser investida na aquisição de 753 leitos de UTI;  938 viaturas policiais; construção de 72 escolas; e 1.400 casas populares.

 

Em seis anos, a organização criminosa montada para sonegar impostos de transações comerciais da venda de grão no Estado de Mato Grosso, emitiu 2,1 bilhão de notas fiscais frias, que nunca tiveram os tributos recolhidos aos cofres públicos. Após as primeiras prisões e investigações em documentos, HD's, computadores e celulares apreendidos dos detidos na primeira fase da operação, a Polícia Civil descobriu novos nomes envolvidos nesse esquema. Inclusive foi descoberto que a organização atuava por meio de corretores que identificavam indústrias fora do Estado, que precisavam de determinada matéria prima, como milho, algodão, pluma e outros.

 

Em levantamento, a Secretaria de Fazenda revelou que apenas no período de junho de 2016 a julho de 2017, a organização promoveu a saída interestadual tributada de mais de R$ 1 bilhão, em produtos primários de origem agrícola, utilizando documentação fiscal emitida por empresas de fachadas criadas para sonegar ICMS e demais tributos.

72 escolas e 753 leitos de UTI"s seriam feitas com dinheiro sonegado, diz Defaz
Fonte: Querencia em Foco com LUIS VINICIUS / FELIPE LEONEL.

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