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07 de junho de 2018 | MENOR | MAIOR | |

Ministra do STJ nega soltar ex-secretário acusado de esquema

Ministra do STJ nega soltar ex-secretário acusado de esquema

A ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou o habeas corpus que pedia a soltura do ex-chefe da casa civil Paulo Taques, preso no Centro de Custódia da Capital (CCC) desde o dia 9 de maio por conta da segunda fase Operação Bereré.

A decisão, em caráter liminar (provisório), foi dada na manhã desta quarta-feira (6). A íntegra da decisão ainda não foi publicada. 

Paulo Taques foi preso durante a 2ª fase da operação, que apura esquema de fraude, desvio e lavagem de dinheiro no âmbito do Detran-MT, na ordem de R$ 30 milhões, que operou de 2009 a 2015.

Na terça-feira (5), a ministra também negou o pedido de habeas corpus ao executivo José Kobori, preso também na segunda fase da Operação Bereré. Ela também negou o pedido do deputado Mauro Savi, que pretendia suspender o inquérito.

Segundo as investigações, parte dos valores repassados pelas financeiras à EIG Mercados por conta do contrato com o Detran-MT retornava como propina a políticos, dinheiro esse que era “lavado” pela Santos Treinamento – parceira da EIG no contrato -  e por servidores da Assembleia, parentes e amigos dos investigados. 

 Na denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), Paulo Taques é acusado de ter recebido R$ 2,6 milhões de propina da EIG para manter o contrato da empresa com a atual gestão do Governo do Estado. O irmão dele, Pedro Jorge Taques, também teria colaborado na operacionalização das fraudes, "blindando" Paulo com a ajuda do executivo José Kobori, ex-presidente da EIG e seu amigo de infância.

Paulo Taques e seu irmão já tiveram um pedido de soltura negado pelo desembargador José Zuquim Nogueira, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), mesmo magistrado que decretou sua prisão.

 Ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que negou liberdade a Paulo Taques

Uma das alegações da defesa é a de que a prisão foi baseada em alegações infundadas feitas pelo empresário José Henrique Gonçalves, sócio da EIG e delator do esquema, “as quais não teriam sido devidamente comprovadas”.

 

Na delação, José Henrique disse ter pago R$ 2,6 milhões de propina a Paulo Taques para manter o contrato da EIG com a atual gestão do Governo do Estado.

 

“Mencionou, ainda, que um dos motivos utilizados para se requerer sua prisão seria o vídeo de uma conversa realizada no aplicativo WhatsApp entre o delator e seu irmão, Pedro Jorge Zamar Taques, o qual, por sua vez, já teria sido interrogado pelo Gaeco [Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado], oportunidade na qual isentou o requerente de qualquer participação em crime”.

 

O ex-chefe da Casa Civil disse que as informações trazidas na delação do sócio da EIG foram “descontruídas” pelos depoimentos de outros investigados, entre eles seu irmão Pedro Jorge Taques e o empresário José Kobori. Paulo Taques também garantiu que não tinha qualquer influência ou poder dentro do Detran-MT.
 

A operação

A segunda fase da Operação Bereré resultou na prisão dos seguintes alvos: o deputado estadual Mauro Savi (DEM); o ex-secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques e seu irmão Pedro Jorge Taques; os empresários Roque Anildo Reinheimer e Claudemir Pereira dos Santos, proprietários da Santos Treinamento; e o empresário José Kobori, ex-diretor-presidente da EIG Mercados.

 De acordo com as investigações, entre os meses de julho e agosto do ano de 2009, quando Teodoro Moreira Lopes o “Dóia” ocupava o cargo de presidente do Detran, foi convocado para uma reunião no gabinete do deputado Mauro Savi. No local estavam presentes, além do parlamentar, Marcelo da Costa e Silva e Roque Anildo Reinheimer, ambos investigados no caso.

Ministra do STJ nega soltar ex-secretário acusado de esquema
Fonte: Querencia em Foco com MidiaNews.

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