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09 de junho de 2018 | MENOR | MAIOR | |

Preso na Bereré, irmão de ex-secretário pede liberdade no STJ

O HC está concluso para decisão da ministra Maria Thereza de Assis Moura
Preso na Bereré, irmão de ex-secretário pede liberdade no STJ

O advogado Pedro Jorge Taques impetrou um habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) em que pede sua liberdade. Ele está preso no Centro de Custódia da Capital (CCC) desde o dia 9 de maio, quando foi deflagrada a Operação Bereré.

O pedido de liberdade foi protocolado na última quarta-feira (6), pela defesa de Pedro, representada pelo advogado Augusto Cezar Taques.

O HC está concluso para decisão da ministra Maria Thereza de Assis Moura. A magistrada já negou liberdade ao ex-secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques (irmão de Pedro), e ao empresário José Kobori, ambos presos na mesma operação.

 A operação Bereré apura esquema de fraude, desvio e lavagem de dinheiro no âmbito do Detran-MT, na ordem de R$ 30 milhões, que operou de 2009 a 2015. Segundo as investigações, parte dos valores repassados pelas financeiras à EIG Mercados por conta do contrato com o Detran-MT retornava como propina a políticos, dinheiro esse que era “lavado” pela Santos Treinamento – parceira da EIG no contrato -  e por servidores da Assembleia, parentes e amigos dos investigados.

Consta na denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), que Pedro Jorge teria colaborado na operacionalização das fraudes, "blindando" o irmão com a ajuda de Kobori, ex-presidente da EIG e seu amigo de infância.

 Anteriormente, ao requerer liberdade no Tribunal de Justiça (TJ-MT), Pedro alegou que sua prisão foi baseada em alegações infundadas feitas pelo empresário José Henrique Gonçalves, sócio da EIG e delator do esquema, as quais não teriam sido devidamente comprovadas.

 O advogado afirmou ainda que apenas prestou serviços jurídicos à EIG até abril deste ano.

Pedro Jorge  também rebateu um vídeo de uma conversa realizada no aplicativo WhatsApp entre ele e o delator José Henrique. Ele alegou que a gravação da ligação feita pelo delator, na qual afirmou que, por conta da operação, iria recolher impostos dos valores recebidos, foi uma artimanha do empresário “com a finalidade de buscar corroborar as inverdades por ele engendradas”.

“Dessa forma, ressalta que sua única intenção era manter seu contrato de prestação de serviços jurídicos, nunca tendo tratado com Paulo Taques sobre qualquer assunto relativo à suposta manutenção do contrato da Empresa EIG junto ao Governo do Estado de Mato Grosso, bem como mencionou que não faria parte do escritório Zamar Taques”.

Pedro Jorge já teve um pedido de soltura negado pelo desembargador José Zuquim Nogueira, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT).

Preso na Bereré, irmão de ex-secretário pede liberdade no STJ
Fonte: Querencia em Foco com Midia News.

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