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30 de julho de 2018 | MENOR | MAIOR | |

Contemplação e troca-troca de fotos antigas resgatam imagens raras e dados históricos

Contemplação e troca-troca de fotos antigas resgatam imagens raras e dados históricos

Com cerca de 120 milhões de brasileiros conectados, as redes sociais fizeram surgir os 'arqueólogos virtuais', fenômeno que se expande sobretudo no Facebook. São amantes de fotografias, que caçam e trocam informações e imagens do passado. Na capital, Baixada Fluminense e Região Metropolitana, proliferam criadores de páginas, sem fins lucrativos, com esse tipo de perfil nostálgico, que têm ajudado a recontar melhor e fielmente o Rio Antigo.

 

"As novas tecnologias criaram e estão aprimorando importantes meios de resgates de imagens e de documentos, que estavam fadados ao esquecimento, guardados em arquivos pessoais. É uma revolução se precedentes", afirma o historiador Lauro Barretto.

Graças aos 'arqueólogos virtuais', detalhes que traduzem costumes, tradições, modas, tendências e curiosidades de como eram os transportes, praias e o glamour dos cinemas, por exemplo, na forma sentimental, valem ouro. E estão sendo recuperados e revelados.

 

"A partir desse hobby, eu e mais 17 mil cariocas estudamos o passado e refletimos o presente para um futuro melhor", resume Cleydson Garcia, do portal Especial Rio Antigo. O jornalista Tiago Bandeira e o pesquisador Rômulo Lima tocam a página Memórias do Subúrbio Carioca. "Reunimos 27 mil seguidores", orgulha-se Tiago, famoso por revelar "maravilhas das periferias".

Raphael Belém, do site Cascadura Caminhos do Subúrbio, conta que sua iniciativa faz a ponte entre 25 mil moradores com o poder público e instituições.

 

A cinéfila Sabrina Monteiro, por sua vez, instituiu o Memória dos Cinemas de Rua, que já reúne mais de 2 mil aficionados por cinemas antigos. "Já surgiu até um movimento para resgatar salas de projeções abandonadas", revela.

A seleção das fotos "é por feeling", com prioridade para as mais antigas, inusitadas, inéditas, que cativam a memória afetiva. A preocupação de se identificar os autores, por conta dos direitos autorais, está se tornando uma convenção entre eles, já que só fotos com mais de 70 anos são de domínio público.

 

O site www.vozerio.org.br relaciona cerca de 30 perfis com milhares de álbuns virtuais. Um deles, o Rio de Janeiro Memória e Fotos, tem pelo menos 7 mil imagens, com audiência de 130 mil internautas. Boa parte dos perfis tem até 50 mil curtidas por dia.

Contemplação e troca-troca de fotos antigas resgatam imagens raras e dados históricos
Fonte: Querencia em Foco com O Dia.

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