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01 de agosto de 2018 | MENOR | MAIOR | |

Dirigente promete barrar apoio do PSB a governador para se aliar com Wellington

Segundo Cléber Ávila, 70% dos delegados a convenção estadual do PSB querem ruptura com Taques
Dirigente promete barrar apoio do PSB a governador para se aliar com Wellington

O ex-superintendente da Sudeco (Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste) Cléber Ávila, que faz parte da direção nacional do PSB e é delegado na convenção estadual marcada para domingo (5), está articulando para retirar a sigla da aliança que apoia a reeleição do governador Pedro Taques (PSDB). Segundo ele, pelo menos 70% dos convencionais não aceitam a composição com o tucano e pretendem apoiar o senador Wellington Fagundes (PR) ao Governo do Estado.

O apoio do PSB a Taques, que também agrega em seu grupo político PSDB, PPS, Solidariedade, PRTB, Patriota e PSL, está sendo garantido pelo presidente da sigla em Mato Grosso, deputado estadual Max Russi. No entanto, Cléber Ávila assegura que o posicionamento não reflete o sentimento da militância socialista.

“O Max Russi assumiu a presidência do PSB quando a direção nacional destituiu o diretório eleito e constituiu comissão provisória após o retorno do deputado federal Valtenir Pereira para o MDB. Acontece que o novo presidente desconsidera a construção que está sendo encaminhada e quer levar o partido para apoiar a reeleição de Pedro Taques”, declarou Cléber Ávila ao .

Além disso, Cléber Ávila afirma que a grande maioria dos convencionais quer o PSB no campo democrático e popular. Por isso, sustenta que os socialistas rejeitam aliança com os tucanos e consideram que o Governo Taques não cumpriu os compromissos com a população na área da saúde e abandonou os municípios.

O desejo da maioria é fazer aliança com Wellington

Cléber Ávila

“A base partidária e grande parte dos pré-candidatos a proporcional não aceitam a imposição e vamos mudar essa orientação de apoiar Pedro Taques na convenção partidária. O desejo da maioria é fazer aliança com Wellington Fagundes e acredito que sairemos vencedores”, completou.

Hoje, Wellington conta com PR, PRB, PTB, PP e PCdoB. O republicano também articula para garantir o apoio do PT que está dividido entre os favoráveis à aliança e os que defendem a candidatura da professora Edna Sampaio a governadora.

Independente do posicionamento de Cléber Ávila, Max e os demais pré-candidatos a deputado estadual e federal da sigla vão se reunir com o Taques, nesta terça (31), a partir das 18h, na sede do PSB. Na oportunidade, apresentarão ao tucano propostas nas áreas de educação, assistência social, empreendedorismo, saúde e outras, a título de contribuição para o plano de governo.

“O compromisso do chefe do Executivo, na inclusão das mesmas em sua proposta de campanha, será determinante para a definição da coligação do PSB junto à chapa majoritária do PSDB”, diz trecho do comunicado divulgado pela assessoria de Max.

Ligação com Valtenir

Ligado a Valtenir, Cléber Ávila foi superintende da Sudeco por indicação do hoje emedebista e de integrantes da bancada de Mato Grosso no Congresso Nacional. Ficou no cargo durante todo Governo Dilma Rousseff (PT) e no primeiro semestre da gestão do presidente da República Michel Temer (MDB).

 

Dirigente promete barrar apoio do PSB a governador para se aliar com Wellington
Fonte: Querencia em Foco com Jacques Gosch.

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