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06 de agosto de 2018 | MENOR | MAIOR | |

"Alguns não acreditavam que eu tivesse essa coragem", diz WF

Wellington Fagundes oficializou sua candidatura e aproveitou para alfinetar adversários

Ao oficializar sua candidatura ao Governo, na tarde deste domingo (5), o senador Wellington Fagundes (PR) pregou um diálogo de união para a construção de sua chapa, que tem a como candidata a vice, Sirlei Theis (PV), além de Adilton Sachetti (PRB) e Maria Lúcia Neder (PCdoB) como postulantes ao Senado.

 

Em uma conversa com a imprensa, antes do encontro partidário - no Hotel Delmond, em Cuiabá -, ele aproveitou ainda para alfinetar coligações adversárias, especialmente a do governador e candidato à reeleição, Pedro Taques (PSDB).

 

Ainda que sem citar nomes, Fagundes lembrou recentes desentendimentos entre os senadores da chapa tucana Nilson Leitão (PSDB) e Selma Arruda (PSL).

 

“Eu tenho a certeza de que aqui nós temos a melhor chapa. Aqui você não vai ver um senador brigando com o outro. Aqui vocês vão ver exatamente a unidade de cada um querendo fazer mais”, disse o candidato.

 

Eu tenho a certeza de que aqui nós temos a melhor chapa. Aqui você não vai ver um senador brigando com o outro. Aqui vocês vão ver exatamente a unidade de cada um querendo fazer mais

 

Fagundes afirmou que hoje é sua primeira oportunidade de falar como candidato, contrariando muitos que, segundo ele, duvidavam de sua viabilidade.

 

O republicano falou que resolveu ir para a disputa porque sua vida sempre foi feita de desafios.

 

“Alguns não acreditavam que o Wellington, por ser um homem muito calmo, muito simples, muito humilde, tivesse essa coragem. Mas a minha vida sempre foi de desafios, desde criança”, afirmou.

 

“Comecei a trabalhar aos seis anos no boteco do meu pai e aprendi com ele que a vida é sempre um aprendizado”.

 

Ainda durante a entrevista, Fagundes classificou como um aprendizado a aliança formada em torno de sua candidatura: “Percebi mais ainda que com humildade e com diálogo que a gente constrói”.

 

“Sem ataques”

 

Ele afirmou também que fará uma campanha eleitoral sem ataques e disse já ter pesquisas de opinião que mostram a aceitação de seu nome junto ao eleitorado.

 

“Alguns não acreditaram na candidatura, mas a maioria da população acredita e nós temos pesquisas mostrando que nosso caminho está correto”, afirmou.

Alguns não acreditaram na candidatura, mas a maioria da população acredita e nós temos pesquisas mostrando que nosso caminho está correto

 

“Não faremos xingamentos, vamos seguir sem falar mal dos outros, mas acima de tudo dizer a nossa história de vida, o que nós já fizemos por Mato Grosso e que poderemos fazer muito mais nesta grande aliança, onde temos pensamentos diversos, mas um único objetivo que é fazer o bem, construir um Estado com uma melhor qualidade de vida”.

 

 

Maior tempo de TV

 

O candidato também comemorou o fato de ter, por conta da aliança, o maior tempo de TV e rádio entre aqueles que disputam o Governo.

 

“Isso é a demonstração da nossa habilidade de poder construir e conseguimos aquilo que muitos duvidavam. Teremos a oportunidade de conversar muito mais com a população”.

 

Por fim, ele afirmou ainda que sua chapa está aberta a receber mais apoiadores e disse, inclusive, que alguns que estão em outros grupos já demonstraram desejo de seguir a seu lado.

 

“Nossa aliança é aberta a todos. Para nosso palanque está aberto a todos que quiserem construir para fazer o bem e trazer melhores oportunidades para Mato Grosso. Inclusive nas chapas de lá tem muita gente que já demonstrou que quer apoiar o Wellington e eu vou ser receptivo a todos”.

 

Discurso

  

Instantes depois, já em seu discurso, Wellington criticou o governador Pedro Taques, dizendo que desde cedo percebeu que a gestão tucana estava indo pelo caminho errado. 

 

“Fazer oposição não é querer o quanto pior, melhor. Fiz oposição ao governador porque vi que desde o início não estava dando certo. Fazendo sectarismo da sociedade, excluindo a classe política”, afirmou.

 

"Não é que eu não saiba fazer oposição, mas a minha oposição é construtiva. Não é atacar o pessoal como está sendo feito aí: um atacando o outro, um xingando o outro. As pessoas estão enojadas do xingamento. E temos pesquisas que mostram isso".

 

Wellington também afirmou que, caso eleito, não pretende perseguir os derrotados.

 

“Não vou ficar olhando pra trás. Vou chamar os vencidos para me ajudar. Quem ganha tem que ter mais humildade do que quem perde. Passada a eleição, eu não vou fazer como o atual governador. Vou pedir a experiência dele para me ajudar”, disse.

 

Assista à transmissão da convenção:

 

 

 

 
 
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"Alguns não acreditavam que eu tivesse essa coragem", diz WF
Fonte: Querência Em Foco com CAMILA RIBEIRO, DOUGLAS TRIELLI E JAD LARANJEIRA

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