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14 de agosto de 2018 | MENOR | MAIOR | |

Zeca nega uso e não descarta influência de Taques

Zeca nega uso e não descarta influência de Taques

O deputado estadual Zeca Viana (PDT), alvo da Operação Déjà Vu, do Gaeco, negou que tenha se utilizado de notas fiscais “frias” para justificar gastos inexistes com a “verba indenizatória”.

 

Ele e outros colegas da Assembleia Legislativa foram acusados pelo Ministério Público Estadual. O Legislativo foi alvo do cumprimento de mandato de busca e apreensão por parte do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco Criminal) e do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). 

 

Segundo a denúncia do MPE, Zeca Viana teria se utilizado de 23 notas, que totalizavam R$ 149,5 mil.

 

Em entrevista à rádio CapitalFM, nesta segunda-feira (13), o deputado disse aguardar o Ministério Público apresentar quem se beneficiou das notas.

 

“Eu conversei com o MPE. Não vou questionar enquanto eles não me apresentarem os legítimos autores. É isso que eu quero. Quem são as pessoas que pegaram nota no meu nome? E ponto final. Porque essas pessoas tem que pagar pelo crime. Não eu, que nunca peguei um centavo de coisa pública”, afirmou.

 

O deputado disse desconhecer os delatores do processo. A operação se baseou nos depoimentos do contador Hilton Carlos da Costa Campos e do ex-servidor da Assembleia Vinícius Prado Silveira. Eles apresentaram ao órgão as notas que seriam frias.

 

Eu conversei com o MPE. Não vou questionar enquanto eles não me apresentarem os legítimos autores. É isso que eu quero

“Essas pessoas têm que pagar pelo crime, não eu. Não conheço nenhuma das pessoas que dizem que delataram”, disse.

 

“O MPE está muito à vontade. Tem toda liberdade e eu quero que elucide esse caso, porque, para mim, vai ser muito bom lá na frente mostrar para a sociedade que esse envolvimento não é meu, mas de outras pessoas que não tiveram cabeça e conseguiram fazer isso”, afirmou.

 

Dedo de Taques

 

Questionado se acredita que o governador Pedro Taques (PSDB) possa ter envolvimento na acusação, Zeca não descartou.

 

Disse ter sido alvo de um inquérito que se baseou em acusações mentirosas.

 

“Eu não posso acusar o governador, mas também não isento ele, porque ele já fez isso comigo em 2015, na Casa Civil. Ele e o secretário [Paulo Taques] que está preso inventaram um e-mail dizendo que eu tinha contratado um pistoleiro para matar o Paulo. Isso tudo só para me investigar. Eles ficaram seis meses me investigando e arquivaram o inquérito”, contou.

 

“Eu só descobri quando um desembargador comunicou o gabinete de que tinha arquivado o inquérito. Fiquei questionando: qual inquérito? Fui lá e mandei reabrir duas vezes e o promotor-geral, que na época era o Paulo Prado, mandou arquivar de novo. Óbvio que descobriram que saiu da própria Casa Civil e ficaram quietos”, completou.

 

A operação

 

O contador Hilton Carlos da Costa Campos e o ex-servidor da Assembleia Legislativa Vinícius Prado Silveira entregaram ao Ministério Público do Estado uma série de notas fiscais que seriam “frias” e teriam como destinatário deputados e ex-parlamentares, que teriam se beneficiado com um esquema que desviou quase R$ 600 mil das verbas indenizatórias.

 

A informação consta no pedido de busca e apreensão feito por promotores do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco Criminal) e do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) ao desembargador João Ferreira Filho, do Tribunal de Justiça.

 

Conforme o MPE, notas eram utilizadas para simular a compra de materiais de papelaria e informática e assim justificar os gastos dos parlamentares com a verba indenizatória.

 

O MPE ressalta que também foram criadas empresas fantasmas exclusivamente para emitir as "notas frias". Estas empresas seriam a V.H Alvez Comércio, registrada em nome de Victor Hugo Alvez; VPS Comércio-ME, registrada em nome de Vinícius Prado de Oliveira; e G.B de Oliveira Comércio ME, em nome de Gabriele Brito de Oliveira, esposa de Vinicius.

Zeca nega uso e não descarta influência de Taques
Fonte: Querência Em Foco com Douglas Trielli.

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