NOTÍCIA - Agronegócio

30 de novembro de 2018 | MENOR | MAIOR | |

Soja opera estável na Bolsa de Chicago nesta 6ª feira observando início da reunião do G20

Por volta de 8h30 (horário de Brasília), os futuros da soja subiam entre 1 e 1,25 ponto, com o janeiro/19 sendo cotado a US$ 8,89 por bushel
Soja opera estável na Bolsa de Chicago nesta 6ª feira observando início da reunião do G20

Chegou o dia que o mercado de soja tanto esperava e a reunião do G20 está prestes a ser iniciada em Buenos Aires, na Argetina, e as cotações da oleaginosa esperam pelos resultados atuando com estabilidade na Bolsa de Chicago. Por volta de 8h30 (horário de Brasília), os futuros da soja subiam entre 1 e 1,25 ponto, com o janeiro/19 sendo cotado a US$ 8,89 por bushel.

O mercado segue mantendo sua cautela e busca por posicionamento antes das definições que serão trazidas da cúpula do G20. Para a maioria dos especialistas, um acordo entre China e Estados Unidos seria possível, porém, os termos entre os dois líderes ainda não estão alinhados.

"Os integrantes do G20 já estão em direção a Buenos Aires para as reuniões neste fim de semana. Trump, na partida rumo a América do Sul anunciou que um acordo comercial com os chineses está próximo, porém ele ainda não estaria satisfeito com os termos. A ARC lembra que ainda não há nada concreto", explicam os analistas da ARC Mercosul.

Veja como fechou o mercado nesta quinta-feira:

Soja fecha estável na Bolsa de Chicago nesta 5ª feira às vésperas de reunião do G20

Nesta quarta-feira (29), os preços da soja fecharam o dia em campo negativo na Bolsa de Chicago, porém, bem próximos da estabilidade. As cotações trabalharam durante todo o dia no vermelho, porém, amenizaram suas baixas ao longo do dia, mantendo o tom de volatilidade em que se encontra o mercado às vésperas do início da reunião do G20.

No mesmo compasso de espera, os preços da soja no mercado brasileiro também finalizaram o dia com oscilações pontuais. A movimentação limitada do dólar também contribuiu para este cenário.

No interior do Brasil, pequenas altas de 0,65% a 0,71% foram registradas em praças de comercialização como Ubiratã, Cascavel e Castro, no Paraná, e de 1,43% em São Gabriel do Oeste, no Mato Grosso do Sul, para R$ 71,00. Já em Tangará da Serra e Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso, foram marcadas baixas de 1,54% e 1,56%, para R$ 64,00 e R$ 63,00 por saca.

Nos portos, os preços cederam, com exceção do disponível em Paranaguá, que fechou o dia com estabilidade nos R$ 83,00. A safra nova, no terminal paranaense, foi a R$ 79,00, recuando 1,25%. Em Rio Grande, R$ 83,60 no spot e R$ 84,00 para dezembro/18, com perdas de 0,24% e 0,59% no fechamento desta quinta-feira.

Estáveis também estão os prêmios pagos pela soja brasileira. Com compradores e vendedores reticentes em dar continuidade aos negócios antes do encontro entre os presidentes americano e chinês, os valores se mantêm inalterados. As posições mais curtas de entrega - novembro e dezembro - têm US$ 1,30 por bushel sobre Chicago, enquanto as mais distantes têm US$ 1,00 no fevereiro e US$ 0,70 para março/19.

Nessa espera, os produtores brasileiros têm evitado o mercado, como orientam os analistas e consultores de mercado. Segundo os especialistas, os preços deverão mudar depois do G20 e é importante que os sojicultores estejam atentos ao andamento dos negócios e, principalmente, às oportunidades que poderão surgir para a comercialização.

Mercado Internacional

Na Bolsa de Chicago, as cotações terminaram o dia perdendo pouco mais de 4 pontos nos principais contratos. O janeiro/19 segue próximo dos US$ 8,90 por bushel, enquanto o maio/19, referência para os negócios no Brasil, segue acima dos US$ 9,10.

O mercado segue na espera pelas novidades do encontro entre Donald Trump e Xi Jinping que começa amanhã, na Argentina, durante a reunião do G20. Nenhum outro fator tem tido força para mudar o direcionamento dos preços até este momento.

As expectativas sobre um acordo entre os dois líderes são as mais variadas e contribuem para manter o mercado ainda volátil. O objetivo dos traders tem sido, principalmente, o de estarem bem cobertos antes das definições.

Para especialistas, um acordo entre os dois que pudesse colocar fim à essa guerra comercial ou ao menos amenizá-la parece estar distante. O discurso dos dois presidentes se endureceram nos últimos dias e, de acordo com especialistas internacionais, a relação que já está bastante desgastada poderia ficar ainda pior.

"Fundos de gestão ativa ainda possuem a maioria dos contratos abertos no lado da venda para a soja aqui em Chicago, sendo que a mentalidade de aversão ao risco traz as intenções de reversão parcial destas posições (reverter a venda é adicionar compras!). A ARC lembra que sempre será de alta complexidade prever política, principalmente em casos que relacionam uma personalidade excêntrica como de Trump", explicam analistas da ARC Mercosul.

Além disso, as vendas semanais de soja norte-americanas vieram dentro das expectativas do mercado, que variavam de de 400 mil a 900 mil toneladas, ao totalizarem 628,8 mil toneladas. O volume é 8% menor do que o registrado na semana anterior.

Soja opera estável na Bolsa de Chicago nesta 6ª feira observando início da reunião do G20
Fonte: Querência em Foco com Portal Do Agronegócio.

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