NOTÍCIA - Saúde

30 de novembro de 2018 | MENOR | MAIOR | |

Redução de açúcar nos alimentos é pontual e precisa de complementos, dizem especialistas; veja metas

Ministério e associações assinaram acordo para reduzir até 144 mil toneladas do produto.
Redução de açúcar nos alimentos é pontual e precisa de complementos, dizem especialistas; veja metas

Uma redução gradativa na quantidade de açúcar foi acordada entre o Ministério da SaúdeAgência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e associações produtoras ligadas à indústria dos alimentos. A proposta é reduzir até 33,8% do açúcar em refrigerantes, até 32,4% para bolos, e até 10,5% para os achocolatados.

Apesar dos percentuais expressivos divulgados pelo governo federal, a redução atinge de forma distinta cada marca e produtos bastante conhecidos do consumidor não necessariamente precisarão reduzir a concentração do ingrediente (veja mais abaixo).

Segundo especialistas ouvidos pelo G1, a medida é um avanço, mas é pontual. "O Brasil é o quarto país que mais consome açúcar no mundo. Foi uma tentativa do governo de controlar, assim como ele tentou com o sal também. A redução equivale a 1,5% da ingestão total de açúcar para as pessoas, então, se a gente pensar ainda é pouco", afirma o endocrinologista Renato Zilli, do hospital Sírio Libanês, as metas são "um começo".

O acordo busca contribuir no combate a doenças associadas ao consumo do açúcar e a obesidade. Os dados mais recentes, de setembro deste ano, apontam que 22% da população é obesa. O brasileiro, segundo comenta o ministério, consome 50% a mais do que a recomendação da Organização Mundial da Saúde – tem uma média de ingestão de 80 gramas de açúcar por dia.

 
 
Indústrias de bebidas e alimentos fecham acordo com governo para reduzir açúcar.
Jornal Nacional
 
 
 
 
 
 

A meta é chegar a uma redução de 144 mil toneladas de açúcar nos próximos 4 anos em bolos, misturas para bolos, produtos lácteos, achocolatados, refrigerantes, e sucos, entre outros produtos

As associações se comprometem a realizar estudos para avaliar a possibilidade de uma nova programação para a redução gradual do açúcar nos quatro anos seguintes a 2022. Elas também devem avaliar a inclusão de novas categorias para o projeto com base em evidências científicas.

O acordo diz, também, que não haverá transferência de recursos por meio do termo de compromisso. Cada órgão e empresa deverá arcar com as próprias despesas.

 

 

Redução de açúcar nos alimentos é pontual e precisa de complementos, dizem especialistas; veja metas
Fonte: Querência em Foco com G1

Comentários

Deixe um comentário sobre esta notícia.