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27 de dezembro de 2016 | MENOR | MAIOR | |

Morte de criança por envenenamento teve repercussão nacional

Lote de produto chegou a ser interditado por determinação da Anvisa, mas Polícia Civil desfez mistério
Morte de criança por envenenamento teve repercussão nacional

A morte de uma criança de dois anos, envenenada após tomar um achocolatado da marca Itambé, na Capital, teve repercussão no País e chegou a motivar a interdição de todo um lote do produto.

 

O caso aconteceu no dia 25 de agosto e o desfecho da história foi inesperado. As investigações concluíram que o produto fora envenenado propositalmente pelo comerciante Adônis José Negri, de 61 anos.

 

Segundo o delegado Eduardo Botelho, da Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica) – responsável pela investigação –, o veneno foi colocado pelo comerciante, que desejava se vingar de um assaltante que estava furtando sua casa e comendo alimentos de sua geladeira.

 

À época a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento do lote do achocolatado de 200 mililitros MA 21:18 que continham a data de fabricação 25/05/16 com validade até 21/11/16 – o mesmo tomado pela criança.

 

A mesma medida cautelar já havia sido publicada pela coordenadora da Vigilância Sanitária de Mato Grosso.

 

Repercussão e boatos

 

Reprodução

idoso preso

Adonis foi preso no dia 1º de setembro, Após confessar o crime

A notícia rapidamente tomou conta de todos os noticiários, inclusive em âmbito nacional, após surgir a dúvida se mais crianças poderiam ter tomado o achocolatado.

 

Uma série de boatos também circularam na internet. Entre os boatos, houve "informações" sobre crianças que teriam morrido em outras cidades. 

 

Em Cuiabá, áudios espalhados no WhatsApp cogitaram que os pais seriam usuários de drogas e que a criança teria ingerido algum tipo de substância ilícita, sugerindo que o casal estaria tentando acobertar algum crime.

 

Em outros pontos do País, também surgiram informações de internações e mortes causadas pelo produto. Nenhum dos relatos, porém, vinha acompanhado de provas.

 

Em um dos boatos, usuários do microblog Twitter afirmam que duas crianças morreram em Campinas (SP) após terem ingerido o achocolatado.

 

Em outro caso, afirmam que outra criança também teria morrido em Taubaté (SP).

 

Ameaçado na prisão

 

Adonis foi preso no dia 1º de setembro, após confessar o crime. Ele foi encaminhado para o Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC), onde ficou por 12 dias, até que a Justiça determinasse sua transferência para o Centro de Custódia da Capital (CCC).

 

Ele estaria sendo ameaçado na prisão e, por isso, não poderia mais ficar no local.

 

O documento que pedia sua transferência dizia apenas que o comerciante estava sendo transferido por “zelo pela integridade física” do detento, sem dar mais detalhes.

 

No dia 1º de outubro, Adonis foi solto após o prazo de sua prisão temporária ter expirado.

 

A Delegacia Especializada de Defesa da Criança (Deddica) chegou a pedir a conversão da prisão temporária para preventiva, mas o pedido foi negado pelo juiz Jurandir Florêncio de Castilho, da 14ª Vara Criminal de Cuiabá.

 

Segundo o magistrado, não haviam sido apresentados fundamentos que justificassem a prisão preventiva.

 

O caso

 

A criança de dois anos deu entrada na Policlínica do Coxipó no dia 25 de agosto. 

 

A mãe informou que estava em casa com o filho, no Bairro Parque Cuiabá, quando a criança teria dito que estava com fome. Ela, então, deu-lhe uma caixinha de achocolatado.

 

Ela disse que a reação foi imediata e o menino passou mal, desmaiando em seguida.

 

O menino chegou a ser reanimado pelos médicos, mas morreu cerca de uma hora depois de ter dado entrada na unidade hospitalar.

Morte de criança por envenenamento teve repercussão nacional
Fonte: Querência em Foco com JAD LARANJEIRA .

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