NOTÍCIA - Agronegócio

20 de janeiro de 2017 | MENOR | MAIOR | |

Estudo propõe nova segmentação de mercado para a maçã de Alcobaça

A maçã é o principal fruto consumido em Portugal e na Europa.
Estudo propõe nova segmentação de mercado para a maçã de Alcobaça

A conveniência de consumo, a facilidade de preparação e o preço acessível fazem da maçã uma fruta compatível com os estilos de vida e hábitos de consumo modernos. Os consumidores esperam que as lojas disponham de vários tipos de maçã. Até agora as maçãs são classificadas no mercado em função da cor da casca e da doçura ou acidez percebidas.

A cor é um critério facilmente avaliável pelo consumidor em loja. O mercado classifica as maçãs em verdes, amarelas, vermelhas, bicolores e pardas. Para além deste critério, os consumidores também se habituaram a maçãs de sabor mais doce ou mais ácido.

No estudo acabado de publicar no International Journal of Food Properties o Freshness Lab do Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa propõe uma nova classificação da maçã com base na sua riqueza em compostos bioativos benéficos para a saúde.

O estudo liderado por Domingos Almeida, coordenador do Freshness Lab, analisou oito variedades da Indicação Geográfica Protegida "Maçã de Alcobaça" para a riqueza relativa em compostos fenólicos bioactivos. Com base nesta análise foi proposta uma nova classificação mercadológica para a maçã composta por quatro classes: maçãs ricas em flavonoides, maçãs ricas em quercitina, maçãs ricas em flavonóis e procianidinas e maçãs ricas em ácido clorogénico.

Os resultados mostram que a segmentação de mercado convencional, baseada na cor, não coincide com a composição em compostos bioativos, nomeadamente os flavonoides. O estudo agora publicado documenta as propriedades fitoquímicas da “Maçã de Alcobaça” (IGP) e propõe uma segmentação inovadora a nível mundial.

“Existe enorme diferença quando a maçã é consumida com a casca” afirma Domingos Almeida. A casca é rica em flavonoides, quercitina e em procianidinas, mas o ácido clorogénico, que contribui para a atividade antioxidante das maçãs, está na polpa. Maçãs da IGP “Maçã de Alcobaça” comidas com a casca são segmentadas em três classes:

i) Ricas em flavonóides: ‘Starking’, ‘Reineta’, ‘Galaxy’, ‘Casa Nova’, Jonagored’

ii) Ricas em quercitina: ‘Fuji’, ‘Galaxy’, ‘Casa Nova’

iii) Ricas em flavonóis e em procianidinas: ‘Starking’, ‘Reinette’, ‘Jonagored’, ‘Casa Nova’.

Quando as maçãs são descascadas as variedades classificam-se em dois segmentos:

i) Ricas em flavonoides: ‘Reineta’ e ‘Casa Nova’

ii) Ricas em ácido clorogénico: ‘Reineta’, ‘Casa Nova’, e ‘Starking’.

“A composição da maçã encontra-se muito bem estudada. A novidade do estudo é a proposta de segmentação que considera uma das tendências fundamentais no mercado dos frutos frescos, os benefícios para a saúde” afirma Domingos Almeida. “Temos de ir além da aparência”.

 

Estudo propõe nova segmentação de mercado para a maçã de Alcobaça
Fonte: Querência em foco com agronoticias

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