NOTÍCIA - Policial/Acidente

30 de maro de 2017 | MENOR | MAIOR | |

Delegado não vê indícios de perseguição ou assédio em caso de advogada que se jogou do Mirante.

Delegado não vê indícios de perseguição ou assédio em caso de advogada que se jogou do Mirante.

O inquérito policial que investiga a morte da bacharel em Direto, Ariadne Wojcik não aponta que ela sofria perseguição por parte do procurador e professor universitário Rafael Santos de Barros e Silva. Antes de se matar, a jovem, que pulou do Portão do Inferno, publicou um relato no Facebook apontando episódios de assédio que teriam sido protagonizados por ele.
 
De acordo com o a Polícia Civil, foi realizada a análise dos equipamentos eletrônicos de Ariadne e as conversas em redes sociais e e-mails que ela trocou com o homem. Pais e testemunhas citadas em uma carta deixada pela moça também foram ouvidas, mas o delegado responsável pelo caso, Diego Martiminiano ainda não encontrou nenhum indício de assédio ou perseguição.
 
Os equipamentos eletrônicos da bacharel foram encaminhados à Politec (Perícia Oficial e Identificação Técnica) para perícias mais profundas, como o resgate de conversas e e-mails eventualmente apagados. Além disso, o delegado pediu a verificação de dispositivos de “espionagem” e escutas no computador da bacharel, uma vez que ela alegou que o advogado a monitorava.
 
Em sua última postagem no Facebook, a jovem acusou o procurador de assediá-la moral e sexualmente. “Eu nunca poderia imaginar o que estaria por vir. Comecei no estágio novo super empolgada, eu achava aquele professor o máximo, extremamente inteligente, detalhista, perspicaz, minucioso, brilhante. Como poderia ser ruim? Até que as coisas começaram a ficar esquisitas, vários presentes injustificados, mensagens por WhatsApp totalmente fora do contexto do trabalho (P.ex: "sou seu fã", ou "você é demais") e fora de hora, muitas, muitas, muitas, perguntas de cunho pessoal”.

 
O caso
 
Os Bombeiros e o comando do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) encontraram, no dia 9, o corpo da advogada Ariadne Wojcik, 25 anos, que havia sumido no Mirante, em Chapada dos Guimarães. A jovem publicou, em seu perfil do Facebook, uma mensagem de despedida em que relata ser perseguida e sofrer assédio moral e sexual. Ela já trabalhou junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e também junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, onde teria sido vítima.

Delegado não vê indícios de perseguição ou assédio em caso de advogada que se jogou do Mirante.
Fonte: Querência em Foco com André Garcia Santana

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